15 de agosto de 2011

DOIS CORAÇÕES A BATER NUM SÓ; parte 2.

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Durante aquela aula ficamos a saber um pouco mais sobre a nossa d.t e depois umas tretas quaisquer de geometria, que era a área que esta stora dominava.
Estranhamente fiquei a aula toda a pensar naqueles olhos de caramelo do Duarte, tão brandos, profundos e sedutores. Batia na cabeça sempre que me punha a pensar nele e chegava ao ponto de pensar que estava naquele estado porque andava carente nestes últimos dias, não sou nada de cair in love à primeira vista.
No fim da aula fui ter com a Jasmine para sairmos da escola e irmos ao café comprar um masso de cigarros para mim.
«eu já te disse que os cigarros não te fazem bem Ana.»
A Jasmine era de censo, era bonita e uma atracão completa para quem olhasse. A Jasmine é a minha melhor amiga desde os oito anos e desde então nunca nos separamos.
«já te disse que fazem Jasmine.»
«um dia vais ter de terminar com isso.»
«sim Jasmine, um dia.»
Meti as moedas no monstro da máquina, retirei o tabaco e fomos para longe da escola.
Acendi um cigarro e estive ali com a Jasmine um bom tempo, a falar do que achamos da escola agora que ela está diferente. A opinião dela é igual à minha, afinal não perdi assim muito a minha racionalidade.
Passado um tempo vejo Duarte lá ao fundo e peço a Jasmine que se coloque direita à minha frente.
«ei Ana, tudo isto porquê?»
«olha para trás discretamente.»
Ela vira-se e arregala os seus pequenos olhos.
«sim, Duarte Santos do 12º»
«sim.»
«estás a esconder-te de um rapaz Ana?!»
«não, só o acho irrevogavelmente atraente Jasmine, shuu..»
Ela olha para mim extremamente estupefacta.
«tu estás...apaixonada?»
«estás louca Jasmine? simplesmente o acho atraente.»
Cada vez está mais perto do sitio onde nós estávamos.
«Jasmine cala-te, cala-te!»
Ele aproxima-se.
«olá Jasmine.»
«olá Duarte. há quanto tempo?»
Não fazia ideia que se conheciam.
«muito não é?»
«sim. gostava de te apresentar a minha melhor amiga Ana.»
Interrompi levemente.
«nós já nos conhecemos.»
«é verdade. é a míuda difícil do autocarro.»
Olhei para ele e ele sorriu para mim. Cumprimentou-me e foi para a beira dos amigos que estavam um pouco afastados de nós.
Todos lá fumavam, menos ele. Cada vez o acho mais tremendamente e exageradamente perfeito.
Quando eu olhava, ele desviava o olhar. Quando olhava ele eu fazia para desviar o meu.
Tocou. Infelizmente.
Eles desapareceram rapidamente, deixando os cigarros apagados e esmagados no chão, como cinzas de divertimento.
Segui Jasmine até à próxima aula, assim decorreu, como todas as outras ao longo do dia.
Cheguei a casa e deitei-me na cama, com mais um cigarro, pensei e repensei como a minha vida estava péssima, não havia nada nem ninguém para me tirar daquele buraco fundo onde eu me deixei cair.
Passado um tempo tirei a camisola para ir tomar um duche antes que o meu irmão chegasse a casa e se apoderasse da casa de banho.
Estranho foi quando levei a camisola ao nariz e senti um cheio diferente nela. Não era meu, nem era da Jasmine.
Mas então... será que...não é possível..

{bem, esta é a parte 2, como prometi. 
espero que tenham gostado, faço o meu melhor riquezas.*

  •  p.s. passem pela selecção dos selos sff, tenho lá umas coisas para vocês.} 

5 comentários:

sofia coelho disse...

não precisas de agradecer querida :)

Soraia disse...

Adorei querida, vou gostar imenso de acompanhar a história :D

Rita Carvalho disse...

Gostei imenso!
É a primeira história que leio aqui pela blogosfera, nunca tenho paciência para ler muito virtualmente - gosto mesmo é do suporte de papel - mas esta história agarrou-me, não só pelos "capitulos" serem pequeninos, como por ser interessante.

Espero por mais :D

Soraia disse...

Oh não tens de agradecer, só disse a verdade :D

Rita Carvalho disse...

Ainda bem que gostaste :D