13 de setembro de 2011

DOIS CORAÇÕES A BATER NUM SÓ; parte 9.

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«Duarte, oh Duarte, eu odeio-te, tira-me daqui, está gelada.»
«Agarra-te ao meu pescoço.»
A verdade é que de gelada a água não tinha nada. Estava mesmo ao meu gosto.
O Duarte tinha clareado os olhos por causa da salmoura e neste momento, os olhos dele estavam mais mel do que o costume e eu como sou uma apaixonada, estava a adorar.
Os nossos cabelos faziam impressão nos nossos corpos e dava um mau estar imenso, e mesmo isso o coração do Duarte conseguia atenuar.
Naqueles instantes o que eu mais gostava, era de tocar nos braços morenos do Duarte que já um pouco arrepiados irritavam-se quando eu passava de leve as unhas e sorria no sorriso dele.
«Ana? Vamos secar-nos, anda.»
«Vamos Duarte.»
Ele pegou em mim e só me pousou quando estava perto das dunas. Tive o pressentimento que ele estava com medo que eu fosse mais frágil do que as ondas e o mar me levasse nele enrolada. Lá estava ele com o ar protector do habitual.
Sentei-me perto dele ao lado de uma duna grande que guardava vida e oxigénio dentro dela.
O Duarte trazia uma toalha na mochila tão simples e vermelha floreada, mais uns não sei quantos 'Duartes' naquela mochila.
Ele limpou a pele salgada e secou o cabelo que estava a crescer à velocidade da luz.
Num piscar de olhos, sentou-se a meu lado, com os olhos tão brilhantes e falou-me.. Falou-me daquela maneira, maneira que deixa a minha boca com um envergonhado apetite.
«Ana? Senta aqui, anda, vem cá.»
O meu coração palpitava a mil, sentia-me um motor.
Levantei-me e sentei no meio das pernas dele; ele abraçou-me juntamente com a toalha que estranhamente o Duarte tinha aquecido.
Deixei o meu corpo cair nos braços dele enquanto era aconchegada pelo seu jeito, que para mim, ainda era de menino, como se eu fosse a tua primeira namorada. O respirar dele perto da minha face e do meu pescoço era quente, rápido e deixava-me reconfortada. A toalha, o tronco e os braços dele aconchegavam-me, só por ser ele.
Belo era sentir o coração dele a bater calmamente e alto nas minhas costas e o coração quentinho do Duarte fazia ligação com o meu e eu ouvia-os falar, mas não percebia, só sei que se chamava amor e era perfeito.
«Ana? Estás bem?»
«Estou melhor que nunca.»
Voltei a minha cabeça para trás e dei-lhe um leve beijo naqueles lábios tão gordinhos e aromados do Duarte, enquanto passava as mãos sobre a parte de trás do pescoço macio dele.
Os pelos dos braços dele estavam novamente em pé e querem saber uma coisa salgada? Os lábios do Duarte sabiam a mar.
Ele é o mar e eu sou a sua estrela.

{espero que gostem riquezas,
desculpem mesmo a minha enorme demora.
obrigada pela iniciativa de continuar a escrever,
ly !}